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Como lidar com o medo de escrever?

  • Foto do escritor: Sabrina Neto
    Sabrina Neto
  • há 7 dias
  • 5 min de leitura

Liberte-se do medo de escrever e encontre o caminho que te levará ao próximo nível do seu processo criativo de escrita.


Mulher morena com cabelo cacheado em frente ao computador com uma das mãos entre os olhos
Apesar de desafiador, é possível superar o medo de escrever


Confesso que quando escolhi esse tema para publicar no blog, não fazia ideia o quanto seria desafiador colocá-lo em palavras. Precisei de alguns dias e muita reescrita para entender, primeiro, o que o “medo de escrever” significava (e significa) para mim. 


Durante essa jornada, minha mente vagou para diferentes fases da minha vida e, claro, da minha escrita. Uma a uma, elas vieram à tona:


  • Ler a redação em voz alta durante as aulas do ensino médio.

  • Ler o próprio texto diante de, aproximadamente, 30 universitários na faculdade.

  • Escrever um texto durante um processo seletivo. 

  • Apresentar o próprio texto ao seu chefe do setor de Comunicação para saber se seria ou não aprovado e publicado nos canais oficiais da empresa.


Em todos esses momentos, o medo estava lá, provocando aquela sensação desconfortável de estar sendo (no meu caso) avaliada/julgada pelo meu trabalho.



Muito além da definição do medo: o que o escrever tem a ver com tudo isso.

O medo pode ser diferente para cada pessoa. Contudo, segundo o minidicionário Houaiss da Língua Portuguesa, a palavra medo significa:


“s.m.pertubação psicológica diante de ameaça ou perigo, real ou imaginário [...]”

Na prática da escrita, o medo pode se manifestar em diferentes situações, por exemplo:


  • Medo de não ser bom o suficiente;

  • Medo de mostrar o que escreve;

  • Medo de se expor;

  • Medo de começar um texto e não conseguir terminar;

  • Medo de não ter constância em um projeto e por aí vai.


Tem mais, quando o medo está conectado à dúvida, parece que tudo fica ainda mais desafiador. Isso porque a dúvida alimenta o nosso medo de seguir em frente e esse resultado nos traz mais incertezas sobre:


  • Se o tema escolhido interessa o nosso público;

  • Se a mensagem é forte para conectar  e convencer a nossa a audiência;

  • Se a qualidade da nossa ideia ou do nosso trabalho nos dá validação para construir um texto ou projeto (embora você não precise de nenhuma validação ou permissão para desenvolver qualquer tema que seja do seu interesse ou vontade).



No entanto, apesar de desafiador, é possível, aos poucos, construir na nossa rotina um caminho mais leve e que ajude a superar o medo de escrever. 


O primeiro passo dessa jornada é descobrir qual o seu maior medo. Então vamos lá, no seu ritmo, no seu tempo, faça essa pergunta:


Qual é o meu maior medo?


Se preferir, pegue uma caneta e um papel e deixe as ideias fluírem. Escreva: eu tenho medo de… e só vai. Por exemplo:


Eu tenho medo de não conseguir traduzir o que eu sinto

Eu tenho medo de ser julgado pela minha escrita

Eu tenho medo de me expor

Eu tenho medo de errar

Eu tenho medo de parecer superficial

Eu tenho medo de ser repetitivo


… como disse anteriormente, para cada um o medo significará algo em específico.


Dê nome aos bois

Quando a gente dá nome ao que nos impede de avançar na nossa jornada de escrita fica muito mais fácil buscar estratégias e ferramentas para nos auxiliar nesse processo. Diria que é olhar para nós com mais empatia, reconhecer o que nos trava e saber que, nesse processo criativo de escrita, também vamos:


  • errar em algum momento (e mais de uma vez);

  • escrever textos ruins (e isso é ótimo para nos lapidar e nos guiar até a construção de um texto que funciona para a nossa audiência);

  • aprender com o nosso próprio processo criativo (porque a escrita é dinâmica e estamos em constante movimento).



Lembre-se: o sentir medo faz parte do ser humano e, até certo ponto, é normal e saudável. Funciona como alerta, um sistema natural de proteção contra perigos. 


⚠️ Já aquele medo excessivo, de nos paralisar, que se transforma em fobia e que nos impede de fazer nossas atividades, é outra história (e não é o nosso foco aqui no texto). Nessa situação, é importante buscar ajuda de profissionais da Saúde e áreas afins para um atendimento mais direcionado.



Dito isso, chegamos ao próximo questionamento da nossa jornada: como vencer o medo de escrever?



Medo de escrever: caminhos para a libertação

Borboleta branca nas mãos de uma mulher branca
Liberte-se do medo de escrever usando os recursos que existem ao seu redor


Ao reconhecer o que nos dá medo partimos para a ação. Esse é o momento em que usamos todos os recursos disponíveis à nossa volta para superar essa emoção. 


Abaixo separei algumas práticas que podem ajudar você nessa jornada. Vamos lá:


  1. Escreva diariamente


Separe um caderno ou uma pasta no seu computador e pratique a escrita diariamente. Essa estratégia é ótima para exercitar a sua escrita, tirar as ideias da sua cabeça e colocá-las no papel, estimular a criatividade e criar constância no que faz. 


Essa escrita não precisa (e nem deve) seguir uma estrutura rígida. Deixe as ideias fluírem, sem pressão. Tem um exercício ótimo chamado páginas matinais, que se encaixa perfeitamente nessa dica. Vale a pena conferir e testar no dia a dia.


Escrever diariamente nos ajuda a lapidar o nosso tom de voz, a estrutura que combina com o nosso estilo de texto ou com o tipo de tema que queremos produzir. Dia após dia, ganhamos mais confiança para expor as nossas ideias até se tornar um processo natural.



  1. Leia mais


Para quem deseja perder o medo de escrever, a leitura é uma prática tão importante quanto a escrita. Além de ser um momento incrível de relaxamento, a leitura potencializa o nosso vocabulário, nos ajuda a lapidar nosso conhecimento sobre um determinado assunto e traz inúmeros benefícios para o nosso crescimento pessoal e profissional.


Através da leitura também conhecemos novos autores, técnicas, estruturas e caminhos para dar vida e voz aos nossos insights. Sem dúvida é um ótimo exercício para trabalhar o medo de escrever. 


Pegue um texto ou livro que você goste e analise o tom de voz que o autor usou para abordar aquele tema, como ele construiu a estrutura narrativa, qual formato preferiu seguir com o conteúdo etc. São muitas possibilidades.


  1. Aceite as imperfeições do processo


Para quem escreve é muito importante entender que errar e escrever textos ruins fazem parte do processo criativo de escrita. Aceitar essas imperfeições é fundamental para continuar caminhando por essa trilha. 


Pense que escrever é como cozinhar arroz ou feijão. Nas primeiras vezes, você não saberá o que fazer, quais temperos usar, qual melhor tempo de cozimento, dentre outras etapas. Até conseguir cozinhar um arroz ou feijão saboroso, vai demorar algum tempo. E está tudo bem. O importante é você continuar com a prática até que o cozinhar arroz ou feijão se torne um processo natural. Com a escrita não é diferente. Dê tempo ao tempo e aproveite o seu processo.



  1. Busque referências 


As referências nos servem de apoio. Por meio da pesquisa temos a oportunidade de ler outros conteúdos, conhecer escritores e pessoas que já passaram ou estão passando pela mesma questão que nós. O compartilhar dessas experiências é enriquecedor, pois, muitas dessas pessoas também podem estar em busca de ferramentas que as ajudem a superar o medo de colocar as ideias no papel.


A busca por referências pode ser realizada em diferentes lugares. Em livros, revistas, sites que falam sobre escrita, nas redes sociais, em grupos de trabalho e até em rodas de conversa com amigos. Caminhos não faltam para trilhar essa jornada. Escolha um e deixe fluir. Logo, outras formas de superar o medo de escrever também surgirão e você se sentirá mais encorajado a seguir para o próximo nível da sua escrita.


***


Comenta aqui se você está passando por esse processo e quais caminhos têm buscado para construir uma jornada de escrita mais leve e que faça sentido pra você.



Até o próximo conteúdo.👋🏼




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