Do original à publicação: o que eu aprendi ao escrever meu primeiro livro
- Sabrina Neto

- 18 de set. de 2025
- 5 min de leitura
Confira as lições que aprendi no processo de escrita do meu primeiro livro e trilhe uma jornada mais leve.

As palavras transformam a minha vida desde a minha infância. Tenho uma memória muito especial, sentada no chão da sala da casa onde morava, com várias folhas de fichário espalhadas ao meu redor e eu, com uma canetinha rosa, tentando escrever uma história.
Engraçado como as coisas são. Trinta anos depois daquela cena, aqui estou, compartilhando o que eu aprendi ao escrever meu primeiro livro: Pense Escrita, 31 mensagens para ativar o potencial de escrita que existe em você.
Não foi fácil materializar esse livro. O processo foi longo — quase dois anos entre as primeiras frases à publicação — e, claro, a vontade de desistir bateu à porta muitas e muitas vezes. No entanto, todo desafio requer uma dose de coragem para nos ajudar a continuar a caminhada. Por isso, no nosso bate-papo de hoje, quero compartilhar alguns aprendizados que a escrita do meu primeiro livro me proporcionou.
O processo de escrita e seus desafios
1.Não existem atalhos
De todas as lições que eu internalizei, essa, sem dúvida, é uma das principais. Não existem atalhos para escrever.
Muitos podem falar sobre o uso da Inteligência Artificial, que gera um conteúdo em poucos segundos. É verdade. Contudo, se você, assim como eu, é uma pessoa que traz a escrita na sua essência e se preocupa em entregar para o leitor uma experiência única, dificilmente vai copiar e colar o texto gerado por IA direto para o blog ou a ferramenta que você utiliza para publicação.
Quando eu digo que para escrever não existem atalhos, estou falando de um processo que começa muito antes da escrita em si.
É maturar as ideias;
Jogá-las no papel ou computador;
Organizá-las; e,
De pouco a pouco, lapidar essas informações até chegar no ponto em que sentimos que é chegada a hora de jogá-lo no mundo com a mensagem que queremos transmitir.
Durante esse processo, da primeira linha ao final do conteúdo, existem muitas edições. Essa curadoria cabe a cada um de nós fazer. Faz parte da jornada.
O mais legal disso tudo, e assim aconteceu comigo quando estava escrevendo o Pense Escrita, é que você vai compreendendo as etapas do seu próprio processo de escrita e usando isso a favor do seu texto.
2.Acredite que é possível
Esse ponto aqui é essencial. Inclusive, eu compartilho essa ideia em um dos capítulos do meu primeiro livro.
Gosto muito de comparar a nossa empreitada de escrever com a jornada de um empreendedor. Além de muita coragem para colocar as nossas ideias no papel é preciso acreditar que elas darão certo, mesmo que depois de algum tempo você decida seguir por outro rumo.
Pense comigo…
Quantas vezes um empreendedor de sucesso (e aqui não me refiro somente a dinheiro) já deve ter ouvido que a ideia dele era louca e que ele não deveria seguir?
Quantas vezes um empreendedor precisou mudar as estratégias e a rota (no meio do processo) para chegar mais perto das próprias metas e objetivos?
Quantas vezes esse mesmo empreendedor deve ter errado para acertar?
Mesmo com todos os revéses da jornada, um empreendedor não desiste do que acredita e quer manifestar no mundo. Esses desafios fazem parte do trajeto, mesmo que para isso precise enfrentar a descrença de muitos.
É esse espírito empreendedor que você deve internalizar.
Se não deu certo da primeira vez, vai uma segunda, terceira, quarta… até você esgotar todas as suas possibilidades. Mas não desista no primeiro desafio ou porque outras pessoas não acreditam no seu insight (ou em você).
Seja você a criar o seu caminho no processo de construção do seu conteúdo.
Como disse lá no início, muitas vezes eu pensei em desistir. Mesmo pesquisando sobre o mercado, os temas publicados em minha área de atuação, tinha dúvidas sobre como eu conseguiria transformar as minhas anotações (que me ajudaram a passar por uma experiência pessoal muito dolorida) em algo tão grande a ponto de dar vida a um livro de mensagens e, principalmente, em algo que as pessoas quisessem ler. Dá um frio na barriga. Porém, a mesma força que me fazia ter medo do processo e duvidar do resultado, também me impulsionava a seguir adiante.
Assim como eu escrevi no Pense Escrita:
não seja você a colocar o primeiro obstáculo na sua escrita. ;)
É uma lição que aprendi escrevendo, mas que também vale para a vida.
3.Tenha leitores Beta
Logo no início, quando comecei a escrever meu primeiro livro, li sobre a importância de contar com leitores beta. E sim, faz muita diferença depois do original concluído.
Os leitores Beta não existem para dizerem se você deve ou não publicar o seu livro. Eles agregam valor porque trazem um olhar diferente do seu. Eles não passaram pelas mesmas experiências de vida que você e ao ler seu original pela primeira vez, vai interpretar de uma forma única.
No meu caso, contar com leitores beta na leitura dos rascunhos do meu primeiro livro me ajudou a:
entender a receptividade das pessoas sobre o tema que escolhi. Uma espécie de termômetro.
identificar possíveis lacunas e necessidade de reescrita de alguns trechos.
ganhar mais confiança para dar meu próximo passo: a publicação
⚠️ Uma questão importante nesse tópico é contar com pessoas que você confia. Pessoas que não te dirão o que você gostaria de ouvir, mas dirão o que você precisa ouvir para avançar mais um degrau em direção a sua publicação.
Pense Escrita

Eu acho incrível o processo criativo de cada pessoa e é essa diferença que deixa cada produção única.
A ideia do meu primeiro livro surgiu como uma válvula de escape, numa época em que eu me questionava sobre o meu propósito de vida e de profissão. As mensagens que escrevia diariamente em fichas pautadas me serviram como um impulso contra a desmotivação com o meu trabalho e com o meu próprio processo de escrita.
A dor se transformou em frases que me conectavam com a minha essência e com tudo o que me fazia bem. E, naquele momento, eu pensei que aquelas frases, também poderiam ajudar outras pessoas, assim como me ajudou. Daí nasceu meu primeiro livro.
O Pense Escrita me trouxe muitas descobertas e aprendizados que me ajudaram e continuam contribuindo para avançar, a cada dia, no universo das palavras.
E se você quiser conhecer um pouco mais sobre ele, vou deixar um link com uma amostra do meu livro. Quem sabe você não se sente impulsionado a começar a escrever o seu original também.
Até o próximo conteúdo. ;)





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